
Quieta
Deixo que a vida decida
Me escolha, me leve
No passo, na chuva
Num toque de leve
Mão nua, sem luva
Sutil , etéreo
Como um homem que um dia se atreve
A levar seus dias à sério
Arriscar , decidir
A levantar e agir.
Deixo que a vida me leve
Que a vida decida
E me deixe calada
No sono profundo
Aguardando sem rumo
Quieta, ereta
Até que um dia me acorde o incendio
De uma alma atenta
Que em silencio por tras se aproxime
Me flagre no sono
E leve no colo
Essa vida sem dono.
Lú Vitale

Me flagre sendo eu mesma... entre os medos e coragens... e me guarde como se fosse sua... sempre...
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