Estátua
Parada, inerte, ao vento passa o tempo
Chove , ventania sopro forte de alegria
Molhada, calada doce voz amordaçada
Atada, presa ao solo triste choro sem consolo
Vive alegre no sorriso esculpido no cimento
Escondendo nas fissuras um lamento um sentimento
Grande,imensa marca o centro dessa praça
Mas se perde num compasso
E esquecendo que é estátua
Denuncia num sutil traço
A vontade de um abraço
Lú Vitale

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