quinta-feira, 23 de junho de 2011


Freud página X

Há um limite entre o certo e o errado
Lá se encontra o aliado ao meu pecado
O espelho que deforma onde vejo minha forma
Reconheço meus contornos, meus caminhos e retornos
Lá me vejo como inteira, como parte do recorte
Parte nobre que nada encobre
Veste pobre em fantasia, som sem harmonia
Sou só eu sem parceria

E eis que buscas nesse espaço
Um sintoma ou só um traço
E me defines como pedaço
Como capítulo de um título que procuras
Em tua cultura, tua mistura sem moldura
De nobres compêndios sobre a loucura

Lú Vitale






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