
Requiem para uma Infância
Como posso ser apenas quem eu sou
Se quem fui hoje cedo acordou
E saindo do sonho encontrou
Quem serei amanhã logo ao deitar
Na tentativa de um tempo antecipar
No monólogo do espaço entre nós
Ficamos assim, nos duas a sós
Esperando em olhares o tempo do após
Louco encontro destemido
Já previsto e conhecido
Atendendo a um pedido
Da criança que já dança
O requiem da velha infância
Lú Vitale

Está aqui dentro de mim... talvez num lugar inacessível... ou é tanta a complexidade que não consigo expressar em uma linearidade o que não é linear... Fica mais próximo de uma explosão... Não é uma teia, nem uma trama de retalhos... Diria que é o caso do acaso... permeado pelas escolhas... com um toque de espontaneidade...
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