terça-feira, 17 de maio de 2011


Requiem para uma Infância


Como posso ser apenas quem eu sou

Se quem fui hoje cedo acordou

E saindo do sonho encontrou

Quem serei amanhã logo ao deitar

Na tentativa de um tempo antecipar

No monólogo do espaço entre nós

Ficamos assim, nos duas a sós

Esperando em olhares o tempo do após

Louco encontro destemido

Já previsto e conhecido

Atendendo a um pedido

Da criança que já dança

O requiem da velha infância


Lú Vitale

Um comentário:

  1. Está aqui dentro de mim... talvez num lugar inacessível... ou é tanta a complexidade que não consigo expressar em uma linearidade o que não é linear... Fica mais próximo de uma explosão... Não é uma teia, nem uma trama de retalhos... Diria que é o caso do acaso... permeado pelas escolhas... com um toque de espontaneidade...

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