Tenho um dado
Com um lado
Totalmente viciado
Que não cabe no acaso
Que insiste em ter razão
Desprezando a emoção
Não acolhe o destino
Não permite ao peregrino
Caminhar sem direção
Nesse jogo imutável
Escolhe o certo , o razoável
Desprezando o improvável
Faz da vida uma certeza
Sala clara, luz acesa
Jogo o dado no escuro
Pro outro lado desse muro
Onde habita minha escolha
Como dentro de uma bolha
Sem loucura e sem mistura
Num poema sem rasura.
Lú Vitale

Nenhum comentário:
Postar um comentário