sábado, 5 de junho de 2010


Terapia


Busco alguém que pela mão me conduza
Que atravéz do silêncio e da voz me seduza
Que com a alma me encante e me leve adiante
Nessa rua onde nua eu me veja o bastante
Pra crer no que falo pra ouvir quando calo
Alguém que não seja em nada suave
E num tom meio grave se oponha e questione
Me leva ao entrave ao qual sou imune
Me faça pensar e depois aguardar
Um aperto de mão ao final da sessão
E que a noite, no escuro sem sono e sem dono
Minha alma repita suas frases num coro
E como folhas que de novo caem no outono
Como o Rei que assustado abandona seu trono
Eu fuja num sonho de criança sem idade
Sem forças pra conhecer a palavra verdade.



Lú Vitale






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