quarta-feira, 4 de novembro de 2009


Devota


Santa Insanidade
Conduza-me até meus sonhos
Aqueles, os mais loucos
Que cultivo como poucos
Não me julgue por meus atos
Nem me condene pelos fatos
Me leve de olhos vendados
À sala dos mal vistos
Dos loucos , felizes e imunes
Onde guardo desejos impunes
Que jamais serão julgados
Santa Insanidade
Permita-me ser o avesso
O tropeço no começo
Deste atalho que desconheço
À ti me apego como álibi
E te entrego minhas vontades
As mais impuras e condenáveis
Cobertas de frases afáveis
Ocultas em versos instáveis
Mas te aviso de antemão
Não me julgue nem me condene
Nem espere que eu cumpra essa sentença
Nem mesmo diante da tua presença
E juro, dentro da minha verdade
Apenas a ti
A minha eterna fidelidade.


Lú Vitale

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